segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Receiver valvulado topo de linha: Scott 399

Primeiramente bem vindos a mais uma restauração da Regence Audio! Espero que todos estejam bem e se cuidando durante esta época de pandemia e gripe.

Hoje vamos restaurar um belíssimo receiver vintage, um Scott 399 100% valvulado!



O Scott 399 foi o receiver topo de linha da Scott, lançado em 1960. Era extremamente 'avançado' para a época, por possuir sintonizador AM e FM integrados, além de entradas de pré de phono, linha, gravadores de rolo, além de inúmeras funções de seleção entre entradas e controles de tonalidade. Este aparelho utiliza as raras e belíssimas válvulas 7189, que são versões robustas e militares das EL84, produzindo 18W de potência por canal em 8 Ohms e pesando mais de 20Kg com seu gabinete. 

O equipamento chegou até nós em estado desconhecido pela proprietária. O mesmo pertencia a seu pai, já falecido, e ficou parado por pelo menos 30 anos sem uso, guardado em um armário. Só recentemente ele foi 'encontrado' e despertou na proprietária o interesse de trazê-lo de volta a seu funcionamento para ser incorporado em uma nova residência que a mesma estava construindo, na qual sua arquiteta iria incorporar itens vintages ao projeto moderno em um mesmo ambiente. Todo áudio deste ambiente seria reproduzido por este Scott, que seria uma peça de destaque na sala.

Quando recebemos equipamentos em estado imaculado de preservação, mas que ficaram parados por muitos anos, todo processo de restauro começa com a tentativa de reformar cada seção de cada capacitor manualmente por pelo menos 3 dias cada. Como estamos falando aqui de um total de mais de 25 seções de capacitores, o processo é demoradíssimo, mas garante uma maior originalidade ao fim do processo.


Capacitores multi-seção e de seção única ainda originais do receiver

O processo de restauro destes capacitores eletrolíticos consiste em primeiramente dessoldar todas conexões a eles, deixando-os isolados do circuito interno. Cada seção é então conectada a uma Ponte LCR da Keysight e analisada por capacitância, fuga, fator Q, dentro outros parâmetros técnicos. No caso deste receiver, que ficou parado por muito tempo, NENHUM dos capacitores estava dentro das especificações. Na verdade, estavam totalmente fora das especificações e teriam de passar por longa reforma.
O processo de reforma consiste em conectarmos cada seção a um equipamento específico de reforma de eletrólitos, o qual gradativamente aplica tensão aos capacitores enquanto monitora a corrente de fuga e a temperatura dos mesmos. Este processo é iniciado e reiniciado várias vezes durante os dias de reforma, ao final do qual o capacitor estará novamente em perfeito estado de uso. Vale lembrar que nem sempre é possível reformar um capacitor: algumas vezes, os mesmo estão com seus eletrólitos internos totalmente secos e não mais funcionarão, tendo de ser substituídos.

Finalizada a etapa de restauro dos capacitores eletrolíticos, o segundo passo foi realizar a medição e consequente troca dos capacitores de acoplamento, visto que os mesmo estavam totalmente fora de tolerância (lembrando que capacitores de acoplamento não são passíveis de reforma).


Capacitores de acoplamento novos instalados

Optamos por usar neste belo receiver capacitores de acoplamento alemães, produzidos pela EROS, os quais temos a venda em nossa loja virtual neste link.

Em seguida testamos as válvulas uma a uma. Infelizmente, uma das raras válvulas de saída 7189 estava em curto e tivemos então de substituir todas as 4 válvulas por um novo quarteto casado. Por sorte, tínhamos em estoque quartetos NOS desta rara válvula e não foi necessária importação, o que agilizou o reparo do aparelho.

Por fim, antes de ligarmos o receiver pela primeira vez, efetuamos a troca do retificador de selênio por um de silício.


O novo e o antigo retificador


Uma rápida medição em bancada revelou que o controle de volume estava extremamente ruidoso, e o mesmo foi desmontado para limpeza.



Potenciômetro de volume

Agora é hora de ligar o receiver pela primeira vez e realizarmos testes preliminares com um Analisador de Áudio. O vídeo abaixo ilustra esta etapa, onde é usado um analisador Agilent 8903B, um Analisador de Espectro HP 3582A, e um computador, que receberá os gráficos resultantes das análises por USB. Todo o processo é automatizado graças ao uso destes equipamentos, que já realizam toda a análise  e traçam o gráfico final de resposta em frequência na tela do computador.





A foto abaixo ilustra a ENORME COMPLEXIDADE do circuito dentro do equipamento... não é um aparelho para ser reparado por amadores ou curiosos!


Scott 399 por dentro

É isso pessoal, o aparelho ficou PERFEITO! Mantivemos o mesmo em testes por alguns dias, como pode ser visto no vídeo abaixo, e então o equipamento foi enviado de volta para sua proprietária em São Paulo, onde o mesmo terá muitos anos de vida com saúde!




Obrigado a todos que acompanham nosso trabalho e um excelente 2022 a todos!!


quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Prés Valvulados Vintage

Olá amigos, este será um post informativo e não relacionado a uma restauração específica.

Vocês já tiveram a oportunidade de ouvir a um pré valvulado vintage?

Se a resposta a esta pergunta foi não, você não sabe o que está perdendo! Se já ouviu, sabe do que estamos falando.

Para quem nunca ouviu um pré vintage, recomendo fortemente que tente ouvir um! Pegue emprestado com um amigo, vá a uma loja... não importa como, ouça! A sonoridade dos prés vintage conseguem dar à música uma naturalidade que a grande maioria dos prés modernos compráveis (que não custam fortunas megalomaníacas) nunca alcançarão.

Tente ouvir um McIntosh C11, C20, C22, um Marantz 7, um Altec 440, um par de Scott 121, um Scott 130, um Luxman CL-30. Depois entre em contato conosco e nos conte sua experiência! A dica aqui é se certificar que o aparelho que vai ouvir está funcionando bem e foi revisado por alguém competente. Já vi muitos vintages por aí com uma sonoridade péssima, pois não estavam revisados e funcionando muito precariamente. Aliás, já viu muita gente por aí reclamando da sonoridade de vintages, quando na verdade, o problema não era o vintage em si, mas seu precário estado de funcionamento!



Alguns dos prés vintage que já passaram por restauração na Regence Audio

Vou lhes contar um segredo... estes prés são mágicos, de verdade! Fora do Brasil, especialmente no oriente, estes aparelhos custam uma fortuna e são desejadíssimos quando estão em bom estado.

Aqui em terras tupiniquins, ainda estamos engatinhando em assuntos como vintages valvulados, válvulas NOS, sistemas h-fi clássicos, falantes coaxiais e full range, etc. Como sempre digo, acho que a força motriz que deve levar cada um a buscar 'sua verdade' é a curiosidade... curiosidade em ouvir e conhecer equipamentos novos, estando aberto a experimentar com diferentes combinações de aparelhos e válvulas.

Já que estamos trocando segredos e confidências, vou contar mais um: se você tem um valvulado, não existe melhor upgrade que a troca de válvulas por NOS de qualidade. Esqueça cabos, aterramento, ionizadores de ar, etc. Nada disso chegará perto do enorme ganho que uma simples troca de válvula pode proporcionar, desde que uma boa válvula NOS, de uma boa 'safra', seja usada. Se não acredita, faça o teste e não se esqueça de nos contar o resultado!

Temos uma maravilhosa seleção de válvulas NOS especiais para áudio em nossa loja:

NOSSA SELEÇÃO DE VÁLVULAS AUDIÓFILAS


Grande abraço meus amigos leitores! Em breve tem restauração nova vindo por aí!



quinta-feira, 15 de abril de 2021

Clássico na área! Garrard 301 Grease Bearing.

 Falaaaaa galerinha viciada em vintages! Regence Audio trazendo mais um restauro para vocês!

Hoje vamos falar sobre um restauro muito especial, de um grande clássico para quem gosta dos bolachões, o Garrrard 301 - versão grease bearing.

Este equipamento precisava de um restauro completo, e a ideia seria seu uso dedicado a tocar vinis mono, para um setup totalmente dedicado à audição de vinis originais em gravações mono. 

E foi assim que tudo começou ...



    O primeiro passo é sempre dar uma verificada em tudo que necessita ser importado para o restauro, pois importações sempre levam tempo e quanto antes fizermos os pedidos, melhor! Por sorte, para estes Garrard clássicos, se acha de tudo para comprar lá fora, sem dificuldades. Ainda existe enorme demanda por estas peças, o que comprova que muitos destes ainda estão sendo usados ao redor do mundo, mesmo tendo sido fabricado a partir de 1953!

   

    Tínhamos apenas o toca discos e o prato. Nenhum braço, nenhum mat, nenhum plinth. Tudo teria de ser importado. Além disso, percebemos que a alavanca de troca de velocidade foi trocada por um knob.


    Hora de colocar a mão na massa! O primeiro passo foi desmontar e lubrificar tudo. Um ponto importante a ressaltar para este Garrard é que ele é a versão mais desejada, a grease bearing, ou seja, por rolamento com graxa e não por óleo. De cara quando desmontamos o aparelho percebemos que ele estava todo lubrificado incorretamente com óleo, e não com a graxa correta. Para que o Garrard 301 funcione corretamente, na velocidade correta, com o knob de velocidade dentro do range ajustável, é essencial que a lubrificação seja toda feita com graxa, e uma graxa super especial, de baixíssima viscosidade. Use graxa comum e ele girará lento demais, use óleo e ele girará muito rápido, algumas vezes até sendo impossível um correto ajuste pelo knob de controle de velocidade... fica a dica! Tem que usar a graxa correta!






Tudo desmontado, limpo, seco. Hora de remontarmos e aplicarmos a graxa! Como a graxa é bem líquida, pode ser aplicada com uma seringa.





Agora olhem a situação do cabo de força, que foi trocado por um aterrado para maior segurança de operação:


Enquanto isso as peças que importamos chegaram! O plinth custou uma fortuna para ser importado, já que ele por si só já pesa quase 16Kg. Recebemos o plinth, o mat original NOS, o braço e a alavanca de mudança de velocidades, também original.





Hora de começarmos a montagem enquanto as outras peças importadas não chegam.





O braço escolhido foi um Rek-O-Kut S160, pois ele seria perfeito para o uso deste toca discos: aceita cápsulas mono de relutância variável com troca rotativa de agulhas e toca vinis de qualquer tamanho, até 16 polegadas mono antigos. A ideia é que este Garrard seja um toca discos capaz de tocar qualquer disco mono que exista, por mais raro e maluco que seja. 


    Braço com perfeito encaixe e alinhamento, hora de garantir que o toca discos também está com encaixe perfeito na base!


Tudo perfeito, está começando a ficar bonito hein?!?!

Enquanto isso, chegaram mais peças! Resolvemos usar neste toca discos a cápsula mono mais clássica e glorificada da década de 40. Encontramos uma novinha na caixa, nunca usada, comprada em 1949! Olha que raridade...




    Apresento-lhes a belíssima GE RPX-053 Golden Treasure. Esta é a cápsula certa para quem quer ouvir um autêntico vinil mono de 1940, e tem uma enorme flexibilidade, já que possui troca de agulha rotativa, podendo ser usada em vinis mono de 78, 45 e 33 rpm.

    Para dar um toque ainda mais charmoso ao Garrard, conseguimos importar também o disco promocional original da Garrard que vinha com o 301, para encaixe no mat. 


    Por fim, importamos também um clamp usinado em alumínio cru, para combinar com o braço Rek-O-Kut e arrematar a beleza desta obra prima!



Vejam como ficou lindo!!



Agora, o único jeito de entender mesmo a beleza deste Garrard em funcionamento é com um vídeo não é! Pois aqui está!






Obrigado a todos por acompanharem nosso trabalho e até a próxima!

sábado, 20 de fevereiro de 2021

O Maravilhoso Gravador de Rolo Revox E36 - Valvulado !

Falaaaaaa meus amigos!

Dessa vez chegou até nós uma raridade de dar inveja!! Um Revox E36 valvulado!

Pois é, este aqui que recebemos foi fabricado em 1962, e é o vovô do que viria a ser um modelo mais famoso, o G36 (lançado após o F36).

Recebemos ele com dois desafios: o primeiro deles uma revisão geral (o aparelho ficou mais de 40 anos parado, e quando foi ligado, acabou soltando fumaça) e um upgrade: transformá-lo em 15 IPS de seus originais 7,5 IPS. O segundo desafio, também complicado: a logomarca, originalmente em alumínio pintado, estava faltando. Teríamos de dar um jeito de arrumar essa logo, de um aparelho raro como esse! Essa vai ser difícil...

Primeiro, antes de mais nada, temos de verificar qual a extensão do dano causado pelo equipamento ter sido ligado depois de ficar tanto tempo parado. Fumaça é sempre um péssimo sinal, pois obviamente algo entrou em curto, e dependendo da corrente e do tempo que a mesma esteve presente, podem haver danos severos a componentes.

AVISO A NOSSOS LEITORES: SEMPRE QUE DEIXAR SEU VINTAGE ARMAZENADO POR UM PERÍODO MUITO LONGO, VALE A PENA QUE O MESMO SEJA ENVIADO PARA AVALIAÇÃO ANTES DE LIGÁ-LO. ISSO EVITARÁ POSSÍVEIS DANOS EXTRAS E DOR DE CABEÇA!

Por sorte, neste caso aqui, a fumaça saiu dos capacitores supressores das chaves de folha de acionamento do transporte. Nada que não possa ser reparado. Reparem que ocorreu inclusive um trincado enorme no capacitor...



Além disso, percebemos que alguém já havia efetuado reparos prévios neste aparelho, e o fez de maneira deplorável, substituindo diodos de roda livre por transistores.... apesar de 'funcionar', é uma grande gambiarra, além de que o trabalho de solda e layout dos componentes foi péssimo!



É uma pena ver o tipo de trabalho que muitas vezes é feito nestes aparelhos vintage, que ao invés de serem preservados, acabam sendo praticamente canibalizados. Onde já se viu ter preguiça de comprar diodos e soldar desse jeito, quase provocando vários curtos em locais de alta tensão, usando transistores canibalizados de outros equipamentos? Fizemos uma revisão completa nas chaves, trocamos todos capacitores supressores e instalamos os diodos de roda livre corretos.

Neste ponto, o gravador já funcionava. Por sorte, todas válvulas estavam boas e originais. Fizemos um breve teste apenas para ver se tudo estava funcionando em ordem:


Agora, o próximo passo seria fazer a modificação para 15 IPS, que não é nada fácil neste equipamento. O primeiro desafio é acelerar a rotação do motor de capstan, dobrando sua velocidade. Por se tratar de um motor AC Síncrono, isso é impossível sem alterarmos a frequência da rede da alimentação (ou reenrolar o motor modificando seus polos), o que envolve instalar um pequeno conversor de frequência e amplificador interno. É factível, mas envolve uma modificação severa no gravador, não muito simples de ser desfeita caso o proprietário queira voltar às velocidades originais.

Existe então uma segunda opção, que é usinar uma bucha a ser inserida sobre o eixo do capstan, dobrando seu diâmetro e portanto dobrando a velocidade de rotação da fita. Parece simples, mas esta solução cria um outro problema: o caminho da fita é alterado, e precisa ser modificado para acomodar este eixo mais grosso. Além disso, a bucha precisa ser usinada com precisão absoluta, para que mantenham-se as especificações originais do gravador.

Em ambas opções, a rede de equalização deve ser alterada, algo simples de ser feito.

Para tomarmos a decisão sobre como prosseguir, devemos considerar que temos em estoque um E36 e um G36 para uso de peças, caso necessário. Em segundo lugar, vale a pena ressaltar que este E36 que estamos modificando era originalmente de 50Hz, e é necessário que tenhamos a possibilidade de voltá-lo completamente a originalidade caso necessário.





A alteração através de um inversor de frequência seria apenas eletrônica, mas para uma modificação eficaz, teriam de ser feitas alterações ao chassi do equipamento, para montagem de todos os componentes extras, dissipação de calor, instalação de nova fonte, etc. Seria um retorno a originalidade mais difícil, e por este motivo, decidimos por prosseguir com a segunda opção.

Para a segunda opção, de cara já teríamos um motor rodando 20% mais rápido (ao operá-lo em 60Hz ao invés de 50Hz), o que reduziria o aumento necessário do diâmetro da bucha para o capstan, e ao mesmo tempo permitira que uma menor correção ao caminho da fita fosse feito, e esta poderia ser feita deslocando o motor do capstan para trás em 1mm, ou muito mais facilmente, deslocando o conjunto de cabeças para frente em 1mm através do uso de novos parafusos usinados com um corte de 1mm. O retorno a originalidade poderia ser imediatamente feito retirando-se a bucha do capstan e trocando os parafusos modificados por parafusos originais (que temos a disposição graças a nosso E36 de peças).

Este processo de modificação é um tanto quanto técnico, e, de maneira geral, sempre tento deixar o Blog uma leitura mais leve. Desculpe se exageramos, mas esperamos que nossos leitores tenham compreendido que, muitas vezes, modificações aparentemente simples tornam-se demasiadamente trabalhosas e de difícil análise e implementação. 

Bem tomada a decisão, é hora de tornear a bucha do capstan! Bucha super centrada, torneada na exata dimensão. 



Feito isso, substituímos os parafusos das cabeças, rede de equalização  e alinhamos tudo. O teste de gravação e reprodução em 15 IPS é um sucesso!



Agora vamos ao segundo problema, a falta da logomarca Revox. Se vocês pesquisarem por E36 no google imagens, facilmente perceberão que a logo da Revox usada aqui é bastante particular, e diferente das logos usadas posteriormente pela empresa. Tentamos de todo jeito encontrar uma logo dessas para importação, mas não conseguimos. A opção, foi então fazer uma! Para isso, pedimos a ajuda de nosso grande amigo Lincoln, que possui uma CNC perfeita para o trabalho! Ele muito nos ajudou, projetando e fabricando a logo.




E o resultado final?


Ficou bonita não ficou? Pois é, agora é hora de resolvermos outro problema. A logo original é pintada, da mesma cor de acabamento do painel frontal, um verde claro acinzentado estranho rs... a solução? Mandamos uma amostra da cor para um fabricante de tintas, que rapidamente nos retornou com a lata de tinta na coloração correta!


O próximo passo agora é iniciar a pintura!



Após a secagem, ficou assim:


Se você pesquisou por esta logo no google, verá que as letras da logo original deveriam manter o acabamento em alumínio, enquanto o restante da logo é que é pintado. Para resolver isso, basta lixarmos as letras e borda, e nossa logo estará pronta!


Ficou linda, não ficou??

Agora só falta instalarmos no E36 e conferirmos se a tonalidade bateu mesmo...


Perfeita! Mais um belo clássico que volta a ativa com sucesso, pronto para mais 60 anos de uso!

Em breve, novas restaurações por aqui, siga-nos no Facebook e Instagram e acompanhe nosso trabalho!